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O autor, Edson Gabriel Garcia, visita os alunos do 5º ano

A insatisfação de vários alunos com seu presidente do grêmio causa um acontecimento político na escola e, a partir daí, os estudantes pedem que seja realizada uma nova eleição para que eles possam escolher outro representante. É assim que autor do livro “De Olhos Bem Abertos”, Edson Gabriel Garcia, consegue levar um tema tão importante para crianças e jovens.

'De Olhos Bem Abertos` é um dos paradidáticos escolhidos pelo Colégio do Salvador para os alunos do 5º ano. A escolha de um livro que trate de um tema tão sério não foi por acaso, faz parte da ideologia do Salvador de educar cidadãos. Como se não bastasse o acerto ao escolher o paradidático, a escola, ainda, recebeu a visita do autor para uma conversar, pessoalmente, com os alunos.

Com o livro já devorado, os alunos assistiram a uma breve palestra de Edson e, depois, tiveram a chance de interagir com ele através de perguntas. As dúvidas foram de “Quando você escreveu seu primeiro livro?” até “O que você está escrevendo no momento?”. O contato com o autor proporcionou um momento rico e inesquecível para as crianças.

A aluna Maria Clara Sobral adorou a chance de poder tirar dúvidas frente a frente com o autor de um livro que ela leu. “Achei muito legal porque se eu tiver alguma dúvida, posso perguntar diretamente a ele, então, é uma experiência muito boa. Poder conhecer, saber um pouco da história dele, foi muito legal”, conta animada.

Marina Monte Alegre confessa que o livro conseguiu mudar sua forma de pensar e entender algumas coisas e já começa a demonstrar que está mais consciente. “Depois de ter lido o livro, entendi um pouco mais sobre a política. Sempre via os meus pais reclamando que no Brasil só tinha político corrupto e eu não entendia nada e, agora que eu li o livro, entendi. Também sei que não tem política só na presidência ou nas eleições, tem no dia a dia da gente, no nosso cotidiano”.

Edson está bastante acostumado a lidar com crianças, seu currículo permite isso, já que foi professor e até diretor de escola em São Paulo, estado onde nasceu. Inquieto, o autor decidiu fazer livros que contribuíssem para o desenvolvimento do ser humano e hoje é considerado um especialista em literatura infanto-juvenil e paradidáticos, tendo livros vendidos até fora do País.

Ele destaca que todos precisam entender a responsabilidade em educar as crianças sobre assuntos como a política. “A responsabilidade de trazer à discussão temas sociais está dividida entre todos nós: pais, escola, produtores de materiais, cada um dentro do seu pedaço”.

Sobre o livro, Edson enfatiza que quer despertar as crianças para o assunto central de sua obra. “Trata-se de uma pequena iniciação às questões da política na vida. Uma tentativa de falar de política sem falar de partidos e despertar os leitores porque hoje a gente acha que tudo que vem da política é ruim, mas é uma questão de conhecermos um pouco o que ela realmente é, para gostar, participar, mudar e cobrar”, afirma.

A escolha do paradidático tem a função de contribuir com o desenvolvimento do senso crítico dos alunos que estão passando por uma fase de transição escolar, como explica a coordenadora do Ensino Fundamental I, Ana Carla Ferreira. “Como são alunos que estão saindo do Fundamental I e indo para o Fundamental II é importante que eles saiam um pouco desse mundo da fantasia e que tenham esse senso crítico, principalmente porque estamos em ano de eleição. Ouvimos toda essa carga negativa sobre a política, então, é preciso instruir as crianças para elas entendam que existe sim, uma forma de a  gente mudar, uma maneira de a gente conscientizá-las nesse processo, afinal, elas são parte desse País”.

Ana Carla, ainda, enfatiza que o paradidático não existe apenas para que os alunos leiam e façam uma prova, o leque que é aberto ao escolher um livro que tenha a política como tema vai muito além do que a nota. “A escola tem essa função de educar para a vida. De forma educativa e pedagógica nós acabamos levando essas discussões para dentro da casa dos nossos alunos, pois os pais vão se interessar pelo que os filhos estão lendo. Trabalhamos unindo a educação com o mundo”.

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